Ep. 7 — Gente Boa Faz Cultura Boa — com Eduardo Vils, sócio fundador da Justa
No episódio desta semana do Fintech Makers, Fernando Castro conversa com Eduardo Vils, sócio fundador da Fintech Justa, sobre um tema que vai muito além de tecnologia e transações: cultura e pessoas como base da inovação. Com uma trajetória marcada por vendas, liderança e empreendedorismo em setores diversos — da construção civil ao mercado financeiro — Vils compartilha aprendizados de quem já fundou startups, liderou grandes times e hoje conduz uma fintech com propósito claro e cultura forte. Nesta conversa, falamos sobre: Como construir uma cultura que atrai, desenvolve e retém gente boa O papel do líder como guardião de valores e facilitador de talentos Por que cultura não é sobre frases na parede, mas sobre decisões diárias Os bastidores da Justa e sua missão de equilibrar as regras do jogo para pequenos negócios A importância de empreendedores serem também mentores e multiplicadores 👥 Convidado deste episódio: Eduardo Vils – sócio fundador da Justa, mentor de jovens lideranças, ex-VP da Afrac e atual diretor da Pagos. Com formação em administração, finanças e negócios (Ibmec, PUC, Harvard), Vils traz uma visão humana e estratégica da construção de empresas de verdade. 🧠 Para quem é este episódio? Fundadores, líderes de fintechs e quem entende que a cultura certa é a infraestrutura invisível de qualquer negócio que quer crescer com consistência. 📲 Siga o Fintech Makers e o Fintech Center nas redes sociais: 🌐 Site: fintechcenter.co 📸 Instagram 💼 LinkedIn 📺 Fintech Makers Podcast no Youtube Patrocinadores Esse episódio conta com o apoio da AWS Startups, que acredita no poder da comunidade e no impacto das fintechs na transformação do mercado. E se você também quiser apoiar ou patrocinar o podcast, me chama — vai ser um prazer construir isso junto com você.
Resumo
Fernando Castro conversa com Eduardo Vils (Wills), sócio fundador da Justa, em um episódio focado em bastidores e na construção de cultura em fintech. Wills começa conectando sua paixão por ser goleiro à vida empreendedora: no fim, o mercado lembra do “frango”, mesmo após muitas defesas. Ele percorre sua trajetória antes do empreendedorismo: finanças em construção civil no Rio em tempos de inflação alta, uma experiência “sabática” nos EUA que virou lição de planejamento, e a migração para a Brasil Telecom, onde aprendeu pressão por metas e gestão de equipes distribuídas em múltiplos “Brasis”. A virada para meios de pagamento acontece na Bematec, quando ele identifica valor no TEF e percebe a abertura do mercado pós-quebra do duopólio (VisaNet e Rede). Daí nasce a Cappta Cartões (2011), co
Destaques
- Abertura do mercado de adquirência/TEF criou janela para novos entrantes, mas diferenciação real veio de simplicidade, agilidade e melhor remuneração do canal — não apenas de preço.
- Crescimento rápido pode matar: payback longo + necessidade de hardware/instalação exige capital de giro e modelos de funding para sustentar tração sem interromper entregas ao canal.
- Credibilidade é o primeiro gargalo de uma fintech B2B: cliente precisa confiar que a empresa pequena vai pagar, suportar e honrar SLA; isso vale também para atrair talentos e sócios.
- Pandemia mostrou o risco de concentração no mundo físico e a armadilha de entrar cedo demais no online sem maturidade em risco, fraude e chargeback; racionalidade e timing importam.
- Cultura não é slogan: é ritual e consistência (ex.: Palavra Justa semanal), com embaixadores e comunicação clara; cultura se mede pelo comportamento quando ninguém está olhando.
- Conhecer o cliente no campo evita diagnósticos errados: problemas atribuídos ao produto podem ser infraestrutura local; relacionamento e contexto regional mudam completamente a operação.
- Escalar para clientes maiores tende a exigir parceria com instituições sólidas (funding, conta, liquidação): cooperação com bancos pode somar agilidade de fintech + segurança de bancão.
Tópicos: Trajetória do fundador: construção civil, telecom e Bematec até empreender em pagamentos, TEF, adquirência e distribuição via canais no Brasil, Crescimento, capital de giro e aprendizados com M&A (Cappta/Arpex/Stone), Construção de cultura organizacional (rituais, comunicação e valores), Crise da pandemia, risco no online (fraude/chargeback) e resiliência, Parcerias e consolidação: Justa e BTG como alavanca de escala
Citações
- “Eu falo que eu me dei melhor nos que eu ajudei, porque eu já tento levar, assim, a experiência com a pessoa.” — Fernando Castro
- “Crises são importantes demais para serem desperdiçadas.” — Eduardo Vils
- “Uma coisa que as pessoas têm que entender é que o sucesso quebra uma empresa.” — Eduardo Vils
- “Cultura é como pessoas, uma população, um conjunto de pessoas, uma sociedade se comporta independente de alguém estar olhando.” — Eduardo Vils