Ep. 25 — De Desenvolvedor a Construtor de Ecossistemas: A Jornada de Rogério Melfi do Cheque ao Open Finance
Como Open Finance, regulação do BaaS, dados financeiros e a jornada real de um empreendedor podem redesenhar o futuro das fintechs no Brasil — da operação de boleto pré-internet até a construção de uma infraestrutura mais inclusiva, inteligente e interoperável? No novo episódio do Fintech Makers, Fernando Castro recebe Rogerio Melfi para uma conversa franca sobre trajetória, mercado e o momento atual da infraestrutura financeira no Brasil. Hoje Diretor Executivo na AbbaaS e uma das vozes mais ativas do ecossistema, Melfi compartilha como sua carreira foi construída na interseção entre tecnologia, produtos, dados e inovação financeira ao longo de mais de 20 anos. Ao longo do papo, ele revisita os primeiros passos trabalhando cedo com operações de cobrança e tecnologia, fala sobre a evolução do setor até temas como Open Finance, crédito, interoperabilidade e regulação, e traz uma visão prática de quem atua conectando empresas, comunidade e transformação real no mercado. Um episódio para entender não só o executivo por trás do LinkedIn, mas também as ideias e experiências que moldam sua leitura sobre o futuro das finanças. 💡 Neste episódio, conversamos sobre: - A trajetória do Rogerio desde os primeiros contatos com tecnologia ainda muito jovem até o início profissional em operações ligadas a boletos e processamento financeiro. A conversa mostra como essa base técnica e operacional ajudou a formar sua visão de produto, mercado e execução no setor financeiro. - Os aprendizados de construir soluções que não sejam apenas interessantes do ponto de vista tecnológico, mas que também resolvam problemas reais e gerem resultado de negócio. Rogerio fala sobre precificação, go-to-market, comercialização e os erros comuns de quem cria algo “porque é legal”, sem validar valor de mercado. - O papel de dados financeiros, Open Finance e inteligência aplicada na criação de experiências mais eficientes para empresas e pessoas. O episódio explora como o uso estratégico de dados pode melhorar crédito, score, tomada de decisão e inclusão financeira. - O momento regulatório do mercado de Bank as a Service e os desafios para empresas que precisam se adequar às exigências do Banco Central. Rogerio traz uma visão objetiva sobre responsabilidade, maturidade operacional e a necessidade de encerrar o ano com conformidade e estrutura. - A construção de pontes entre regulação, tecnologia e ecossistema por meio de comunidades, eventos, conteúdo e colaboração entre players do mercado. A conversa também mostra como educação, troca de experiências e articulação setorial aceleram a evolução das fintechs no país. 🧠 Para quem é este episódio? Para founders e executivos de fintechs, profissionais de produto, compliance, risco, dados e inovação financeira. Também é valioso para quem acompanha Open Finance, BaaS, crédito, infraestrutura de pagamentos e regulação no Brasil. 🔗 LINKS DO EPISÓDIO - Outlive Foods: https://outlivenutrition.com.br - Fintech Center: https://fintechcenter.co/ - LinkedIn de Rogerio Melfi: https://www.linkedin.com/in/rmelfi/ - Cupom Outlive Foods: FINTECHMAKERS10 📲 Acompanhe o Fintech Makers: 🌐 Site: https://fintechmakers.com 📺 YouTube: https://youtube.com/@fintechmakers 📸 Instagram: @fintechmakerspodcast 💼 LinkedIn: /company/fintech-makers
Resumo
O episódio acompanha a trajetória de Rogério Melfi, começando na infância e adolescência em São Paulo, quando a curiosidade por tecnologia o levou a mexer com computadores cedo e a optar por caminhos práticos de trabalho e aprendizado. Ele relata o primeiro emprego ainda adolescente em um birô de impressão de boletos, em um Brasil pré-internet, com BBS, troca de arquivos e processos operacionais que exigiam disciplina e resiliência. A conversa também passa por sua formação irregular no início, a experiência como professor de microinformática e o amadurecimento acelerado ao se tornar pai aos 18 anos. Ao longo desse período, ele destaca como a dedicação da família e a necessidade de “fazer acontecer” moldaram seu estilo profissional. A virada de carreira ocorre quando Melfi sai do papel est
Destaques
- A transição de dev para produto/negócio (ouvir cliente, entender dor e definir roadmap) pode ser o divisor de águas para construir soluções financeiras relevantes e não apenas tecnicamente elegantes.
- Empreender em fintech exige disciplina para validar mercado e monetização; insistir apenas no que “é legal” pode significar perder timing e deixar passar oportunidades claras de pivot.
- Associações setoriais têm impacto real na construção regulatória (PIX, Open Finance, BAS), mas sofrem com o desafio estrutural de engajamento voluntário e representatividade ampla em um mercado com milhares de players.
- A regulação hoje é dinâmica e iterativa; Open Finance e PIX mudam frequentemente, e BAS tende a seguir o mesmo caminho, tornando compliance e adaptação contínua uma competência central.
- Open Finance gera valor quando vira inteligência acionável: transformar histórico transacional em renda recorrente, perfil de gasto e sinais de risco reduz tempo/custo de análise e melhora decisões de crédito.
- O custo regulatório para iniciar uma fintech/IP aumentou, o que pode frear inovação; políticas graduais (limites operacionais e exigências proporcionais) podem destravar testes e novos entrantes sem sacrificar segurança.
- O futuro tende à globalização financeira: contas multimoeda, portabilidade de dados/score e interoperabilidade entre jurisdições, com protocolos comuns e camadas de compliance automatizadas.
Tópicos: Transição de carreira: desenvolvedor → produto/negócios → ecossistema, Open Finance/Open Banking e evangelização de APIs no sistema financeiro, Associações (BFintech, ABAS) e participação em consultas/regulação (PIX, Open Finance, BAS), Banking as a Service: nova regulação, papéis (tomador/prestador) e prazo de adequação, Dados, crédito e inteligência financeira a partir do Open Finance, Globalização financeira: interoperabilidade, contas multimoeda e portabilidade de dados
Citações
- “Eu sentia isso de, putz, eu sei fazer um negócio, mas como é que eu coloco ele no mercado, a parte de marketing? Como é que eu vejo se eu tô fazendo o preço certo? Como é que vai ser a parte comercial?” — Rogerio Melfi
- “Eu acho que a gente vai entrar no momento de o mínimo inovação possível principalmente que não vai ter retorno para quem quiser inovar.” — Fernando Castro
- “Então, eu acho que esse é o erro. E eu não queria só ser legal, eu queria ganhar dinheiro, realmente.” — Rogerio Melfi
- “O fundamental é que as empresas de Bank as a Service, seja ela tomadora, prestadora, empresa de tecnologia dentro disso, consigam chegar no final do ano atendendo a regulação, com tudo que o Banco Central determinou aí, porque o prazo limite é 31 de dezembro.” — Rogerio Melfi