Ep. 12 — Do Front Comercial à Inovação Financeira - Rafael Maia
Como a experiência de quem viveu a linha de frentecomercial pode transformar o futuro dos serviços financeiros? No novo episódio do Fintech Makers, Fernando Castro recebe Rafael Maia, líder da Tivit Fintech, para uma conversa sobre crescimento acelerado, tecnologia e a visão estratégica necessária para escalar soluções financeiras. Com passagem por empresas como TecBan, Matera, Dimensa, Sinqia e TOTVS, Rafael construiu uma trajetória marcada por resultados e pela capacidade de identificar oportunidades de negócio. Na Tivit Fintech, ele lidera uma operação que busca eliminar a burocracia financeira, simplificar a gestão de caixa e reduzir custos por meio de APIs de fácil integração — mantendo o relacionamento direto dos clientes com os bancos, sem necessidade de abrir novas contas. 💡 Neste episódio, conversamos sobre: ● Como a bagagem comercial influencia a criação deprodutos financeiros inovadores ● Os bastidores do crescimento da Tivit Fintech e aaposta em APIs para gestão financeira ● Como automatizar processos para reduzir custos e falhashumanas ● Desafios de regulação e o papel do Banco Central doBrasil nesse novo cenário ● A visão de futuro para o mercado de fintechs no Brasil Rafael mostra como unir visão de negócios, tecnologiae execução estratégica paraconstruir soluções que realmente simplificam o mercado financeiro. 🧠 Para quem é este episódio? Empreendedores, líderes e makers que querem entender o querealmente move os negócios no mercado financeiro — e por que conhecer a jornada completa é o diferencial competitivo real. 📲 Siga o Fintech Makers e o Fintech Center nas redessociais: 🌐 Site: fintechcenter.co 📸 Instagram: instagram.com/fintechcenterglobal/ 💼 LinkedIn: linkedin.com/company/fintechcenter/ 📺 Fintech Makers Podcast no Youtube: youtube.com/@FintechMakersPodCast
Resumo
O episódio abre a segunda temporada do Fintech Makers com Fernando Castro recebendo Rafael Maia, executivo de perfil comercial que migrou do varejo e grandes empresas de tecnologia para o coração do ecossistema financeiro. Rafael conta sua trajetória desde Uberlândia e BH, passando por experiências em vendas na Red Bull, cervejaria e empresas de internet, até a decisão tardia (aos 35) de morar na Austrália. A vivência fora, com trabalho pesado, estudo e solidão, vira um marco de resiliência e reposicionamento, que o impulsiona a voltar ao Brasil com foco claro em São Paulo e mercado financeiro. O host conecta essa história ao contexto de fintech, ressaltando a importância do inglês e do caráter global e “cross-border” do setor. A conversa evolui para a entrada de Rafael no mercado finance
Destaques
- A carreira comercial de Rafael (varejo, relacionamento e vendas) foi o alicerce para liderar crescimento em empresas de core bancário e infraestrutura de Open Finance, mostrando que execução comercial é tão determinante quanto tecnologia em fintech.
- A construção do Open Banking/Open Finance no Brasil exigiu modelagem de preços e produto em “tela em branco”, frequentemente baseada em baseline + volumetria por APIs/compartilhamentos e fases regulatórias.
- A tese de “banco invisível” ganha força: para PJ, o sistema de gestão (ERP) tende a absorver pagamentos e recebimentos, reduzindo a necessidade de internet banking e diminuindo fricção e erros operacionais.
- Empresas não financeiras (varejo, bebidas, educação, aéreas, cosméticos) conseguem ofertar conta e crédito por terem distribuição e dados do relacionamento; o desafio é convencer boards e operar algo fora do core com segurança e governança.
- Pressão competitiva reduz margens (Pix, adquirência, etc.) enquanto exigências regulatórias e segurança aumentam custo; sustentabilidade depende de engenharia de monetização (float, mix de produtos, diferenciação por SLA/horários/canais).
- Fraude segue sendo fortemente um problema de “elo humano” (engenharia social); mitigação exige não só controles técnicos, mas processos, padronização, educação e limitação operacional.
- Duplicata escritural, combinada com Pix e possíveis modelos via DREX/contratos inteligentes, tende a digitalizar garantias e recebíveis PJ, reduzindo fraudes e integrando o que hoje é fragmentado no boleto.
Tópicos: Trajetória profissional e virada de carreira (Austrália, inglês e resiliência), Core bancário, Open Banking/Open Finance e modelos de monetização por volumetria, Banking as a Service, ITP (iniciador de transação de pagamentos) e PSTI (conexão SPI/SPB), Embedded finance e bancos “invisíveis” em ERPs e ecossistemas não financeiros, Regulação, segurança/fraude e pressão de margens no mercado de pagamentos, Futuro: duplicata escritural, DREX/Pix e automação com inteligência artificial
Citações
- “Às vezes o cliente acha que ele pode correr, sozinho principalmente, mas ele está engatinhando ainda. Às vezes ele nem sabe engatinhar.” — Fernando Castro
- “Possivelmente, nem possivelmente, os maiores bancos não são bancos.” — Rafael Maia
- “Você imagina você desconhecer o banco na sua vida ali do dia a dia, porque ele já está embutido dentro do sistema. Então ele vem invisível.” — Rafael Maia
- “Eu acho que esse tipo de operação vai começar a nascer, que é aquela personalização da experiência.” — Fernando Castro
- “Fintech pra mim é um termo que foi criado, né, pra poder... quem resolve uma dor, quem resolve um problema dentro do ecossistema tecnológico e financeiro.” — Rafael Maia