Ep. 1 — Do Zero ao Exit: A História da JoyPay, Fintech vendida ao EBANX
No episódio de estreia do Fintech Makers, Fernando Castro, CEO e fundador do Fintech Center, convida dois nomes fundamentais da sua trajetória empreendedora para uma conversa imperdível: Daniel Nery e David Gonçalves, seus ex-sócios na fintech JoyPay — startup de meios de pagamento criada a três mãos e adquirida pelo EBANX. Com um papo direto, cheio de bastidores e aprendizados reais, os três fundadores relembram os desafios, acertos e reviravoltas da jornada da JoyPay. Da concepção da ideia até o exit, eles compartilham o que deu certo (e o que quase deu muito errado) em um dos cases mais marcantes do ecossistema brasileiro de fintechs. 👥 Convidados deste episódio: Daniel Nery – Engenheiro com passagem por Unibanco, Hipercard e Whirlpool, acumula 20 anos de experiência no mercado de cartões e adquirência. Empreende há mais de 10 anos, com destaque para JoyPay e Ultralinks. David Gonçalves – Desenvolvedor e CTO com mais de 17 anos de carreira, especialista em meios de pagamento. Cofundador da JoyPay e atual CTO da Lastlink, plataforma de monetização de comunidades. 🧠 Para quem é este episódio? Se você empreende no setor financeiro, quer entender os bastidores de uma fintech de sucesso ou busca inspiração para escalar sua startup, esse episódio é pra você. 📲 Siga o Fintech Makers e o Fintech Center nas redes sociais: 🌐 Site: fintechcenter.co 📸 Instagram: instagram.com/fintechmakers/ 💼 LinkedIn: linkedin.com/company/fintechmakerspodcast/ 📺 Fintech Makers Podcast no Youtube: www.youtube.com/@FintechMakersPodCast Patrocinadores Esse episódio conta com o apoio da AWS Startups, que acredita no poder da comunidade e no impacto das fintechs na transformação do mercado.
Resumo
O episódio zero do Fintech Makers reconstrói a trajetória da JoyPay, subcredenciadora de meios de pagamento criada por Fernando Castro, Daniel Nery e David Barros Gonçalvez e vendida ao EBANX em 2019. Eles contam como a empresa não surgiu “do nada”: havia uma combinação prévia de competências (comercial, tecnologia e operações) que se encontrou no timing certo do mercado pós-quebra do duopólio. A narrativa passa pelo nascimento do nome (inspirado na cachorra Joy), pelo primeiro lote de 50 maquininhas e pelo início “na raça” em um escritório minúsculo na Av. Ipiranga, sem banheiro e com rotina quase clandestina para conseguir trabalhar além do horário. O tom é de bastidor real: execução acima de planejamento, mas com muita atenção ao cliente desde o primeiro dia. A JoyPay cresceu ancorada
Destaques
- A JoyPay nasceu da complementariedade real entre front comercial (mailing, vendas, taxa e abordagem) e back tecnológico/operacional, e não de uma “ideia genial” isolada; o timing do mercado foi a tempestade perfeita.
- Diferenciação em pagamentos pode vir de serviço (logística, ativação rápida, troca no mesmo dia, atendimento humano) e de transparência (conciliação e previsibilidade), mesmo cobrando mais e evitando a tese de “taxa zero”.
- Execução rápida com margem para errar (“erra rápido”) foi mais determinante que planejamento perfeito; a empresa foi se encontrando por oportunidades e ajustes de nicho/processos.
- Dependência de um único adquirente virou risco existencial em 2018; a crise da antecipação provou a regra “quem tem um, não tem nenhum” e acelerou a necessidade de multiadquirência e maturidade financeira.
- Cultura forte pode ser construída implicitamente pelos fundadores quando há liderança servidora, transparência, proximidade e rituais; isso aumenta senso de dono e capacidade de reação em crises.
- Escala veio junto com investimento deliberado em gente e, especialmente, em time comercial (chegando a maioria do headcount), aliado a treinamento, perfil de cliente e incentivos gamificados alinhados a TPV/spread/ativação.
- Em M&A, organização contábil/fiscal e governança importam tanto quanto tecnologia e vendas; a auditoria expõe informalidades e exige “cozinha pronta” para não travar o processo.
Tópicos: Origem e fundação da JoyPay (meios de pagamento/subadquirência), Produto e diferenciais: conciliação, atendimento e logística de POS, Crescimento: contratação, cultura, treinamento comercial e incentivos, Crise de 2018 com antecipação e dependência de um único adquirente, Processo de M&A e venda para o EBANX (auditoria, take rate e sinergias)
Citações
- “A gente viveu um momento de tempestade perfeita, Ali pra criar A Joipê, né?” — Fernando Castro
- “Quem tem um, não tem nenhum. Seja multiadquirente sempre.” — Daniel Nery
- “Pede desculpa, Mas não pede licença.” — David Barros Gonçalvez
- “A tecnologia, ela foi criada pro negócio, E não o contrário.” — David Barros Gonçalvez